O que é preciso ficar claro sobre o home office

No post anterior, comentei sobre como o home office e o trabalho híbrido podem mudar a posição da mulher no mercado de trabalho, dominado pelos homens. Isso, no entanto, pode ser benéfico para muita gente, independentemente do sexo. É uma nova maneira de empregado e empregador encararem a jornada de serviços prestados e delegados, de modo que a produtividade não caia – e até melhore. Com o trabalho remoto e o advento do home office, aprendemos a reorganizar as nossas rotinas e, em muitos casos, nos tornamos muito mais eficientes. Em alguns cargos, já se trabalha entre quatro e seis horas diárias, com a mesma ou mais eficácia do que em oito horas, como era antigamente. Resultado do posicionamento e necessidade do empregador, durante a pandemia, que teve que reduzir a jornada de trabalho, sem perder a produtividade e os resultados. Algo positivo para os dois lados. Mas para que isso seja realmente bom, é preciso cercar-se de alguns cuidados. De repente, o contrato de trabalho precisa ser refeito ou direitos e deveres de ambos – empregado e empregador – devem ficar claros em algum documento, para que não haja problemas futuros de ordem legal. O que dizer a respeito dos acidentes de trabalho, nunca desejados, mas que podem ocorrer? Mais: deve haver condições adequadas de prestação de serviços, que pedem, por exemplo, a aquisição de novas ferramentas – um bom computador, quem sabe – para que o empregado entregue o que se espera dele, mesmo estando em casa. E esse investimento pode ser recuperado, gerando lucro extra, a médio prazo. Tudo é uma questão de estratégia, de planejamento, de análise dos riscos. Como se vê, as coisas não são tão simples como se imagina. Mas, conversando, analisando prós e contras, deixando tudo bem acertado, entendendo as necessidades e os deveres alheios, a vida corporativa entra nos eixos.
Luiza Castanho, criadora da Maior Comunidade de Academias High Ticket
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