Encare o problema para ganhar o jogo

Uma vez, durante uma palestra para executivos do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), o técnico Bernardinho, que dispensa apresentações, contou uma história interessante. Ele mencionou uma empresa recheada de grandes talentos, mas que não conseguia ser líder de mercado.

Uma análise mais minuciosa sobre o caso apontou que faltava uma visão crítica da operação, simplesmente porque os gestores do local eram exageradamente gentis, a ponto de não discutirem absolutamente nada. Afinal, eles tinham receio de ferir os brios dos colegas responsáveis pelas áreas problemáticas.

O mestre Bernardo quis mostrar com isso que é preciso ter uma visão crítica do negócio e, acima de tudo, não ter medo de apontar o dedo para o erro, independentemente de quem o cometa. Assim, ciente do que precisa ser mudado, as coisas melhoram.

Portanto, se você não está disposto a se despir de qualquer medo, vaidade ou egocentrismo, para descobrir o que está errado no seu negócio, nada vai mudar. E, além de ter a firmeza para reconhecer o problema, você precisa estar disposto a fazer as mudanças necessárias para que o negócio decole. Doa a quem doer. Agora, pior do que fazer vista grossa para os erros, por medo de ferir o clima organizacional, é aceitar a situação porque todos agem da mesma forma. Em outras palavras, isso significa nivelar as ações por baixo.

Não se engane: discutir e apontar os erros são características de empresas vencedoras. E os bons líderes sabem conviver com opiniões divergentes sem fazer disso uma guerra.

Luiza Castanho, criadora da Maior Comunidade de Academias High Ticket
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