O home office e o trabalho híbrido a favor delas

A pandemia pode ter mudado muita coisa no mercado de trabalho. O tempo dirá o que realmente mudou e o que voltará ao passado. A forma de trabalhar pode ser uma dessas mudanças. A inserção da mulher no mercado de trabalho nunca foi fácil em praticamente todas as áreas, independentemente da pandemia. Não é sem motivo que o número de mulheres em uma empresa, principalmente ocupando cargos de chefia, é pequeno em relação ao de homens. Um levantamento, divulgado em abril de 2021, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 54,5% das mulheres com mais de 15 anos integravam, em 2019, a força de trabalho no país. Pessoas que estão empregadas ou procurando emprego. Entre os homens, esse percentual era de 73.7%. Por que ocorre essa diferença? Acredito que isso tenha a ver com uma questão cultural. Não é que falte vontade da mulher em trabalhar. É que para muitas, em algum momento da vida, o trabalho passa a sofrer a concorrência do desejo da maternidade ou da necessidade dos cuidados com o lar. Mas a pandemia mostrou algo que, de repente, pode diminuir essa disparidade entre homens e mulheres. Muitas pessoas, inclusive empregadores de vários setores, descobriram que é possível ser produtivo, mesmo trabalhando de casa, ou parte da semana na empresa e outra em home office. Se antes você dedicava todo o seu período de trabalho à empresa, de maneira presencial, hoje, dá para, ao menos, dividir esse tempo em um trabalho remoto. Assim, acredito que ficará mais fácil para as mulheres tocarem a vida profissional, sem abrir mão dos cuidados com a família, com a casa, e consigo mesma. Resumidamente, se quebrou um paradigma, ou, talvez, uma crença equivocada na questão tempo dedicado ao trabalho versus produtividade.
Luiza Castanho, criadora da Maior Comunidade de Academias High Ticket
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